“Ela não é mais amiga de Nárnia.”
— Pedro Pevensie, A Última Batalha
As Crônicas de Nárnia, de C.S. Lewis, marcaram gerações com sua combinação única de fantasia, aventura e metáforas profundas sobre fé, inocência e crescimento. Mas um dos momentos mais controversos da saga surge justamente no último livro: A Última Batalha. Quando os personagens principais retornam a Nárnia para seu desfecho final, Susana Pevensie está ausente.
Por que a irmã mais velha não retornou? Teria ela sido “castigada”? Ou sua jornada foi apenas diferente das demais?
A ausência de Susana em "A Última Batalha"
No último livro da série, é revelado que Susana deixou de acreditar em Nárnia, tratando suas experiências anteriores como meras brincadeiras infantis. Enquanto seus irmãos Pedro, Edmundo e Lúcia continuam fiéis às lembranças do mundo mágico, Susana se distancia completamente da ideia.
Durante uma conversa no livro, o Rei Tirian pergunta por Susana, e Pedro responde de forma direta:
“Minha irmã Susana... não é mais amiga de Nárnia.”
Eustáquio e Jill explicam mais:
“Ela está interessada em nada mais do que batons, festas e meias de náilon. Pensa que Nárnia era apenas um jogo de crianças.”
O que aconteceu com Susana?
Após os eventos de A Cadeira de Prata, Susana se dedicou à vida real: estudos, sociedade e compromissos adultos. Em 1942, ela viaja com os pais para os Estados Unidos e, ao que tudo indica, mergulha em um estilo de vida que a afasta completamente de sua infância mágica.
Enquanto isso, seus irmãos e amigos próximos morrem em um acidente de trem, o que simboliza sua passagem final para o “Paraíso Narniano”. Susana, por ter se afastado da fé e da fantasia, é a única que permanece viva no mundo real.
C.S. Lewis condenou Susana?
O autor C.S. Lewis nunca foi totalmente claro sobre o destino final de Susana. Sua ausência gerou críticas e interpretações variadas ao longo dos anos. Para alguns, trata-se de uma crítica moralista, sugerindo que se tornar adulta — interessar-se por aparência, festas e vaidade — seria um erro imperdoável. Para outros, trata-se de uma metáfora mais profunda sobre fé, maturidade e escolha.
Em cartas pessoais, Lewis chegou a dizer que a história de Susana ainda não havia terminado. Isso indica que, apesar de excluída no momento final da série, Susana ainda poderia encontrar seu caminho de volta, caso voltasse a acreditar.
Crítica à perda da inocência ou julgamento injusto?
A trajetória de Susana levanta reflexões sobre como lidamos com a infância e com as crenças que abandonamos ao crescer. Ela representa muitos de nós: pessoas que, ao enfrentar a realidade adulta, deixam de lado os sonhos, a magia e até a fé.
Mas isso a torna menos digna? Ou apenas alguém com uma jornada diferente?
Conclusão: Susana foi esquecida ou é a última esperança?
A escolha de C.S. Lewis ao deixar Susana de fora do desfecho final da série permanece como um dos pontos mais discutidos de Nárnia. Alguns leitores veem injustiça, outros enxergam oportunidade. Afinal, ela é a única sobrevivente — e talvez a única que ainda possa redescobrir o caminho para Nárnia.
E você, o que acha?
Susana deveria ter voltado para Nárnia? Foi punida por suas escolhas ou seguiu um caminho legítimo e necessário?
Deixe seu comentário e compartilhe sua visão sobre essa personagem tão complexa e real.